segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Entendendo a Revolução Egípcia de 2011

Salam Aleikum!!  :)

Hoje resolvi postar assuntos diferentes, então, vou tirar as dúvidas que passam na cabeça de muitas pessoas sobre a REVOLUÇÃO que esta acontecendo no EGITO.


A Revolução no Egito em 2011, também conhecida como Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo, foi uma série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil que ocorreram no Egito de 25 de janeiro até 11 de fevereiro de 2011.

Os organizadores das manifestações contaram com a recente revolta da Tunísia para inspirar as multidões egípcias a se mobilizarem, assim como ocorreu em grande parte do mundo árabe.

Os principais motivos para o início das manifestações e tumultos foram a violência policial, leis de estado de exceção, o desemprego, o desejo de aumentar o salário mínimo, falta de moradia, inflação, corrupção, falta de liberdade de expressão, más condições de vida e fatores demográficos estruturais.

 O principal objetivo dos protestos era derrubar o regime do presidente Hosni Mubarak, que está no poder há quase 30 anos.

Enquanto protestos localizados já eram comuns em anos anteriores, grandes protestos e revoltas eclodiram por todo o país a partir do dia 25 de janeiro, que ficou conhecido como o "Dia da Ira", a data estabelecida por grupos de oposição do Egito e outros para uma grande manifestação popular.

Os protestos de 2011 foram chamados de "sem precedentes" para o Egito e "a maior exposição de insatisfação popular na memória recente" no país,sendo que o Cairo está sendo descrito como "uma zona de guerra" por um correspondente local do jornal The Guardian. Pela primeira vez, os egípcios de todas as esferas sociais, com diferentes condições socioeconômicas se juntaram aos protestos. Estas foram as maiores manifestações já vistas no Egito desde 1977.

Mubarak dissolveu seu governo e nomeou o militar e ex-chefe da Direção Geral de Inteligência Egípcia, Omar Suleiman, como vice-presidente, na tentativa de sufocar a dissidência. Mubarak pediu ao ministro da aviação e ex-chefe da Força Aérea do Egito, Ahmed Shafik, para formar um novo governo.

 A oposição ao regime de Mubarak se aglutinou em torno de Mohamed ElBaradei, com todos os principais grupos de oposição apoiando o seu papel de negociador de alguma forma de governo transitório.
 Muitos estrangeiros procuraram sair do país, enquanto os egípcios realizaram manifestos ainda maiores.
 Em resposta à crescente pressão Mubarak anunciou que não vai tentar a reeleição em setembro.
O objetivo principal dos protestos, enfim, foi atingido no dia 11 de fevereiro de 2011, quando o vice-presidente egípcio Omar Suleiman anunciou, pela emissora estatal de televisão, a renúncia do presidente Hosni Mubarak, o que causou a comemoração da população na Praça Tahrir, no centro do Cairo, e em várias outras cidades do Egito.

Em novembro de 2011, insatisfeitos com o andamento das reformas, quase todos os partidos políticos civis pediram a aceleração do fim do regime militar antes da elaboração da constituição - ou uma transferência imediata para um governo civil, ou uma eleição presidencial, que teria que ser marcada o mais rapidamente possível.

No entanto, as partes permaneceram profundamente divididas sobre que tipo de governo civil deveria suceder os militares: liberais e islâmicos lutam entre si sobre a questão de quais regras devem ser impostas pelos militares para a seleção de uma assembleia constituinte.
Os manifestantes que exigem reformas mais rápidas e estabelecimento de um governo civil tomaram a praça Tahrir, no Cairo, e também em outras cidades, e entraram em confronto com as forças de segurança.
Após vários dias de manifestações violentas, em que mais de 23 manifestantes perderam a vida, o governo provisório ofereceu sua renúncia ao conselho supremo militar em 21 de novembro de 2011.
 
Em 29 de Novembro deste ano, oi iniciada a Eleição no Egito, a 1ª pós-Mubarak, transcorre em clima de paz
O país agora começa a mudar essa imagem de ser uma democracia de fachada. Muita gente votou pela primeira vez e ficou até seis horas na fila.

No Egito, o comparecimento nas sessões eleitorais foi em massa. Foi tão alto que os militares decidiram estender em duas horas o horário de votação. Foi um dia emocionante para os egípcios. Muita gente votou pela primeira vez na vida e ficou até seis horas na fila. Mas tudo transcorreu em clima de paz.
Os protestos na Praça Tahrir continuam, mas as imagens mais marcantes de segunda-feira (28) e desta terça (29) são das intermináveis filas de votação. Foi a primeira chance em décadas de votar livremente.
A maioria parece não ter aderido ao boicote prometido por manifestantes, insatisfeitos com o conselho supremo das Forças Armadas, que assumiu o poder após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak. A nova Assembleia Popular deve redigir a nova Constituição. Metade dos parlamentares, segundo a lei eleitoral, deve ser de trabalhadores e agricultores.
O Egito foi dividido em três regiões para a eleição, que será em etapas. Nesta terça (29), termina a votação no Cairo e em outras cidades importantes como Alexandria. As outras regiões terão eleições em meados de dezembro e em janeiro. Depois, será a vez da eleição para o conselho da Shura, uma espécie de Senado. As eleições presidenciais foram marcadas para junho.
Alguns analistas dizem que a eleição é apenas um pequeno passo rumo à democracia prometida após a queda de Mubarak. Ninguém sabe se o novo Parlamento poderá mesmo acabar com os privilégios dos militares, que controlam boa parte do orçamento.
Mas esta eleição é diferente. Antes os partidos de oposição estavam na clandestinidade, e o Partido Nacional Democrático, do ex-presidente Hosni Mubarak e que foi extinto, tinha assegurada a absoluta maioria das vagas na Assembleia Popular. O Egito agora começou a mudar essa imagem de ser uma democracia de fachada.




 Tenho certeza que tudo vai ficar bem em breve. isA

Quem mora no Egito ou em países Arabes pode nos ajudar melhor a entender o que está acontecendo no Cairo, então, por favor, comente!

Kisses, Mary =)

PS: HABIBI AMO VOCÊ e peço, or favor para que você não participe das manifestações, porque são muito violentas e não quero que nada aconteça com voce.

2 comentários:

  1. Acho que as manifestações de lá são 'tinta' perto das greves e manifestos que temos aqui por melhores salários, melhores transportes.. Sempre acabam em violência, spray de pimenta e muita gente machucada!
    Amei o blog, Mary! Parabéns e PAZ para todos!

    Nathy*

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  2. Obrigada por comentar amiga. Tudo que voce disse é verdade. Mas eu fico indgnada com essa violencia idiota. É demais.. muito inocente morrendo. bjs

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Oie! Obrigada por participar!
É um prazer receber você aqui.
Beijos, Mary